sexta-feira, 28 de novembro de 2008



Fecho os olhos e te vejo na minha frente,
sorrindo como quando me encontrava na rua da tua casa.
Tu vens, me abraça forte, e eu me sinto de um jeito que
ainda não consigo explicar.
Tudo me parece tão real, e a emoção me faz lágrimas derramar.
Passo dias e noites de olhos fechados, para ver e sentir só o que me agrada ;

Até que me forçaram a acordar.
Abro os olhos;
E tu, estavas indo, em direção ao sol, sem sequer olhar para trás,
o tempo mudou, a chuva caiu, o sol desapareceu, junto contigo.
Ali, no meio da rua, junto com os pingos de chuva, mais lágrimas derramei.
Lágrimas que não eram de emoção, nem ao menos de felicidade.
Lágrimas,que suponho eu, que sejam de tristeza.

Queria simplesmente, poder viver, sem derramar tantas lágrimas,
sejam elas, de sentimentos bons, ou ruins.

Secar, por dentro, a alma. Viver, intensamente, sem que ninguém
pudesse fazer com que eu derramasse uma lágrima sequer.
Sei que isso não é possível, mas volto a falar de sonhos, e digo
que por mais que eu viva num mundo de sonhos, é esse mundo
que me faz sorrir por alguns segundos.

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Me diz qual é a tua decisão.
Me diz se é sim, ou se é não.
Se for sim, vou seguir a vida
ao teu lado, pensando somente
em te fazer feliz.
Vou te abraçar a cada pôr - do - sol
e a cada esquina que passarmos
juntos .
Se for não, sem pensar duas vezes,
vou subir em um avião qualquer,
sem olhar para baixo,
enxugando minhas próprias lágrimas
e apagando da memória,
tudo que vivemos, e tudo que sentimos.

sábado, 1 de novembro de 2008

Não aguento mais promessas
não cumpridas,
mentiras que à mim foram ditas.
Já não posso confiar em ninguém,
no meu próprio jogo,
me fizeram de refém.

Quero mudar sentimentos,
evitar constrangimentos.

Nada posso,
nada vivo, nada sinto.

Vou embora, sem poder voltar.
Vou embora, sem poder me arrepender.
Só quero poder viver.

Quero fugir,
mas não quero sentir,
falta de tudo que aqui construí.